segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

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União Européia vê etanol brasileiro como solução

27/03/10
União Européia vê etanol brasileiro como solução
A União Européia (UE) terá de importar etanol do Brasil se quiser atingir a meta de ter dez por cento de sua frota de veículos movida por bicombustíveis até 2020. A conclusão é da Comissão Européia, que, em seu mais completo estudo sobre o tema, divulgado na quinta-feira, 25 de março, concluiu que a Europa não tem como produzir etanol suficiente para atingir a meta.
Além disso, se a UE tentar a auto-suficiência, o impacto ambiental será grave. A estimativa dos europeus é que, até 2020, a produção de etanol no Brasil dará um salto de quase 140%. Não se trata de uma decisão para começar a importar imediatamente. Mas observadores apontam que o documento é o aval que faltava para se avançar na abertura do mercado europeu ao etanol brasileiro.
Segundo o estudo, a melhor opção que a UE tem hoje para se abastecer é abrir seu mercado para o Brasil. A decisão resultaria num incremento de 4 milhões de toneladas para a produção brasileira até 2020, equivalente a 15%. E, se a liberação das tarifas de importação européias for adotada, a produção brasileira terá um aumento de 5,8 milhões de toneladas (20%).
Em 2008, os 27 países do bloco chegaram a um acordo para garantir que, em 2020, 10% do combustível seja renovável na Europa. Desse total, 5,6% viria do etanol. Isso significa que a Europa terá de consumir 17,8 milhões de toneladas a mais de etanol em dez anos.

Montadora Aston Martin chega ao Brasil em maio

19/03/10
Aston Martin chega ao Brasil em maio
De maio em diante, as ruas do Brasil ficarão mais britânicas. O mês marcará a inauguração da primeira revenda oficial da montadora Aston Martin no país. Os interessados em adquirir os requintados carros ingleses terão toda a gama da marca à disposição, com destaque para V8 Vantage por R$ 700 mil, DB9 por R$ 900 mil e DBS por R$ R$ 1.300 milhão. Modelos recém-lançados no exterior estão a caminho, como V12 Vantage, Rapide e até mesmo o compacto Cygnet, previsto para chegar em 2012.
A iniciativa é do empresário Sergio Habib, ex-presidente da Citroën no Brasil e importador oficial da Jaguar. As conversas começaram há sete anos, mas apenas agora se concretizaram. “Há um público muito interessado nessa classe de carros”, aponta Habib. “Um Aston Martin é muito mais que apenas desempenho. Uma Ferrari, por exemplo, é motor, suspensão e freio. Um Aston é muito mais que isso, há um envolvimento com o prazer de dirigir. Está até na chave, o prazer de fazer a ignição e ouvir o motor”, explica Habib, referindo-se à partida dos carros da marca, que é feita “à moda antiga”, sem tecnologia keyless.
Todos os luxos associados aos modelos Aston Martin estarão reservados aos brasileiros. Uma de suas características são o refinamento e cuidado na fabricação, com acabamento artesanal que permite customização até os mais intrincados detalhes. “Se o cliente brasileiro quiser um tipo específico de couro nos bancos, ele poderá escolher. Até mesmo a costura, ele pode decidir se quer algo mais grosso, esportivo, ou se prefere algo mais fino e discreto”, diz Norman, gerente de operações da Aston Martin para as Américas.
Em São Paulo, a operação da concessionária Aston Martin seguirá a linha de outras espalhadas pelo mundo. O cliente escolhe cada detalhe de seu carro em um pedido que é enviado diretamente a fábrica inglesa. Mas também haverá um showroom com unidades à pronta entrega, segundo Norman, “para as compras impulsivas”.
Aston Martin chega ao Brasil em maio
“Cerca da metade dos clientes de veículos de luxo faz a compra por ter recebido uma grande quantia inesperada de dinheiro. Ao ganhar algum processo, ou na loteria, artistas, jogadores de futebol”, esclarece Habib. Ou seja, cerca de 20 dos 40 carros que a Aston Martin planeja comercializar no país em 2010 deverão ser entregues para recém-milionários. “Também são pessoas que já conhecem o produto e se interessam pelo estilo inglês. E o Aston Martin é essencialmente inglês”, aponta Habib. 12 unidades já foram encomendadas e estão a caminho do porto paulistano, com um mix que representa a aposta para os modelos mais procurados: oito V8 Vantage, três DBS e um DB9. “Os conversíveis não deverão ser muito procurados. Talvez seja algo em torno de 10% do total”, aposta Habib.
Após 2009 marcar uma queda considerável de vendas nos EUA, seu principal mercado, o comércio no Brasil é uma notícia promissora para a montadora. A ação exigiu atenção especial, a fim de superar as importadoras independentes. “Iremos oferecer modelos específicos para o Brasil. Eles trazem detalhes trabalhados especialmente para o consumidor brasileiro. Por exemplo, todos os Aston Martin vendidos aqui poderão rodar com etanol”, esclarece Norman. Os motores ingleses foram adaptados para rodarem com álcool, embora a recomendação seja utilizar gasolina de alta octanagem.
Novos caminhos
A surpresa foi geral quando a Aston Martin revelou no final do ano passado o Cygnet, compacto criado em parceria com a japonesa Toyota. O projeto é uma total mudança de direção, que fez muitos questionar se esse é o caminho certo para a tradicional fabricante de esportivos. “Acreditamos que o modelo tem a proposta ideal para as grandes cidades. E abordamos a idéia sem abandonar o jeito Aston Martin de fazer carros”, explica Norman.
Apesar de ser feito em parceria com a Toyota, a marca japonesa é responsável pelas partes mecânicas do modelo. Coube à inglesa levar o seu conhecimento no desenvolvimento do acabamento e conforto. O Cygnet (que significa “filhote de cisne” em inglês) será fabricado pela Aston Martin seguindo sua tradição artesanal. “Ele é perfeito para grandes metrópoles como Nova York, Paris e São Paulo. Um V8 Vantage é ótimo para as estradas brasileiras, mas sabemos que o cliente fica muito mais confortável se tem um Aston Martin prático e confortável como o Cygnet para seu cotidiano”, diz Norman. O compacto conta com um motor 1.4 e começa a ser vendido na Europa até o fim do ano, chegando aos EUA e Brasil em 2012.
Aston Martin chega ao Brasil em maio
O pequeno Aston também indica uma solução em redução de emissões na gama de modelos da marca. Norman revela que não é interessante para a montadora investir em motorizações híbridas, já que este movimento é visto como “temporário” até a chegada de uma tecnologia definitiva, como a eletricidade e o hidrogênio. “Muito em consumo e emissões pode ser melhorado no desenvolvimento da transmissão. Estamos trabalhando em uma tecnologia de dupla embreagem, mas queremos aplicá-la apenas quando estiver bem refinada e com trocas macias, o que é muito importante na experiência de dirigir um Aston Martin”, esclarece.
Quanto às linhas que marcam os modelos, é possível esperar uma aproximação cada vez maior ao design inspirado em carros de competição e tecnologias aeronáuticas. Dona do motor a gasolina mais rápido participante das 24 horas de Le Mans, a Aston Martin quer levar um pouco desse DNA para os modelos de rua. Um pouco disso já pode ser visto no One-77, conceito da marca. “Ele aponta para os futuros Aston Martins”, garante Norman, reforçando como o design do projeto foi recebido dentro e fora da empresa.
A marca chega ao Brasil neste momento de transição, mantendo sua tradicional cultura na fabricação de pequenos e exclusivos lotes, mas atualizando-se tecnologicamente para manter-se entre as marcas do futuro. E os brasileiros podem esperar por um cuidado especial. “Queremos fazer todo o processo com a atenção devida, como sempre fazemos. Desde a compra do carro, passando por sua fabricação, até a entrega, quando traremos champanhe e faremos uma comemoração. Adquirir um Aston Martin é isso, um evento”, diz Norman.

Porsche cogita produzir em série o 918 Spyder

11/03/10
Porsche cogita produzir 918 Spyder
O presidente da fabricante Porsche, afirmou que a cúpula da montadora está totalmente comprometida em viabilizar a produção em série do Porsche 918 Spyder, conversível híbrido que foi apresentado pela marca no Salão Internacional do Automóvel de Genebra.
Segundo informações publicadas por uma revista de carros, a receptividade do conceito foi extremamente positiva pelos lados de Stuttgart.
“Não há ninguém que trabalhe na Porsche que seja contrário à fabricação do híbrido 918 Spyder. Ele é a resposta para aqueles que temiam pelo futuro dos esportivos. Muitos dizem que estes modelos estão fadados à extinção, mas o 918 Spyder mostra que não é bem assim. Tivemos uma aceitação maravilhosa e estamos pensando em abrir as primeiras encomendas em breve”, declarou o presidente da marca.
Porsche cogita produzir 918 Spyder
O 918 Spyder exibido no Salão do Automóvel de Genebra combina um propulsor 3.4 litros V8 a gasolina de 500 cavalos de potência com dois motores elétricos (instalados nos eixos dianteiro e traseiro), resultando em uma potência total de 718 cavalos.
Segundo informações da própria Porsche, o conceito seria capaz de completar uma volta inteira na pista de Nurburgring Nordschleife em menos de 7 minutos e 30 segundos, tempo inferior ao registrado pelo superesportivo Carrera GT.
De acordo com fontes ligadas diretamente à empresa, dizem que o Porsche 918 Spyder pode começar a ser comercializado dentro de cinco anos.

Fiat afirma que recall do Stilo deve envolver 60 mil unidades

11/03/10
Fiat afirma que recall do Stilo deve envolver 60 mil unidades
A fabricante Fiat espera a aprovação do comunicado oficial de recall que está em Brasília para avaliação do governo federal. Mas de acordo com a assessoria de imprensa da montadora a estimativa é de que cerca de 60 mil unidades do modelo estejam envolvidas na convocação.
Segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2010 foram emplacadas 60.149 unidades do modelo em todo o país.
Na última terça-feira (9), o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) divulgou laudo técnico constatando o defeito nas rodas traseira do Stilo que podem se soltar e decidiu exigir que a montadora realize o recall imediato das unidades do modelo fabricadas a partir de 2004. A Fiat também será multada pelo Ministério da Justiça em $ 3 milhões por defeito de fabricação.
A multa aplicada é a máxima prevista no Código de Defesa do Consumido, pois na visão do órgão, a montadora negou a existência de defeito e não realizou recall, colocando em risco a integridade e segurança dos consumidores.
Em declarações à Agência Brasil, do governo, o presidente da Fiat, negou nesta quarta-feira (10) que haja problemas no Stilo, durante reunião na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).
Fiat afirma que recall do Stilo deve envolver 60 mil unidades
De acordo com a Agência Brasil, o presidente da fabricante reforçou que o problema da roda ocorreu em conseqüência do acidente e não o cubo que gerou o acidente.
O executivo informou ainda que a montadora está analisando o caso e pretende recorrer da multa. “O produto atende às especificações, não existe o defeito. Estamos com todos os testes feitos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e por vários institutos, e essa é a realidade dos fatos”, afirmou à Agência Brasil.
A Fiat Automóveis informou, em nota oficial que cumprirá a decisão do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) e determinará em breve a realização de recall para a substituição do cubo da roda traseira do Fiat Stilo, nos casos em que o veículo se enquadrar na decisão dos órgãos oficiais. A montadora diz que a decisão a “surpreendeu”.
O que motivou a análise do DPDC foi um acidente em fevereiro de 2007. A vítima dirigia seu Stilo Sporting 2007 durante uma viagem com o marido e as três filhas pelo Nordeste do país. Segundo o relato do advogado da vítima, a roda esquerda do eixo traseiro se soltou, o carro bateu em um barranco e tombou na pista.

Fiat terá que fazer recall do Stilo

10/03/10
Fiat terá que fazer recall do Stilo
Depois de uma série de investigações e um longo processo na justiça, a montadora Fiat será obrigada a fazer o recall imediato do Fiat Stilo. O recall, de acordo com o Ministério da Justiça, deve incluir todos os modelos do Stilo fabricados depois de abril de 2004 até 2008. Além do recall, a marca italiana será multada em R$ 3 milhões por não ter solucionado o problema.
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) ordenou que a montadora de Betim (MG) realize a substituição do cubo da roda traseira do Stilo, que teria causado 30 acidentes entre os anos de 2007 e 2008. De acordo com o governo, alguns acidentes teriam resultado até na morte dos ocupantes do carro.
A Fiat se disse surpresa com a decisão do DPDC, que condenou a montadora, mas disse que determinará o reparo em breve nos veículos em que se enquadram na decisão dos órgãos.
Mesmo assim, a empresa afirmou que vai “recorrer da decisão nas esferas competentes, em busca do pleno esclarecimento dos fatos”. Em sua defesa, a Fiat alega que a decisão do DPDC foi tomada com base em um laudo feito pelo CESVI, “do qual não teve conhecimento (…) nem oportunidade de manifestar-se”.
Entre as supostas falhas apontadas pelo laudo, estaria o uso inadequado de materiais na confecção das peças e irregularidades em relação às regras estipuladas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Confira abaixo, na íntegra, o comunicado divulgado pela Fiat:
“A Fiat Automóveis informa que cumprirá a inusitada decisão do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que a surpreendeu, e determinará em breve a realização de recall para a substituição do cubo da roda traseira do Fiat Stilo, nos casos em que o veículo se enquadrar na decisão dos órgãos oficiais.
A empresa reitera, entretanto, que os modelos Fiat Stilo não apresentam qualquer inconveniente nem risco ao consumidor, conforme sustenta laudo técnico elaborado por sua área de Engenharia, confirmado pelo Inmetro e outras instituições técnicas.
Com base nesta convicção, a Fiat Automóveis informa que tomará de imediato, a providência de recorrer da decisão nas esferas competentes, em busca do pleno esclarecimento dos fatos.
A decisão do DPDC se baseou em laudo da empresa CESVI, contratada pelo Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, do qual a Fiat não teve conhecimento prévio nem oportunidade de manifestar-se. A Fiat discorda totalmente do referido laudo e da decisão do DPDC.
A Fiat vem tranqüilizar os seus clientes no tocante à segurança do modelo Stilo, recordando que foi a primeira montadora de automóveis no Brasil a convocar espontaneamente um recall, em clara demonstração de transparência e respeito ao consumidor. São princípios que sempre nortearam a conduta da empresa”.

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